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31 de julho de 2019

Jose D'Assunção Barros - O Projeto de Pesquisa em História - Da escolha do tema ao quadro teórico

O livro O Projeto de Pesquisa em História não pretende desempenhar o papel de um mero manual, simplificado e esquemático. Dá-se uma importância muito grande à discussão de questões significativas para o conhecimento científico e para o conhecimento histórico de uma maneira particular. Em alguns casos, a explanação acerca da feitura de capítulos específicos de um Projeto de Pesquisa abre-se como pretexto para uma discussão mais ampla sobre a própria natureza do conhecimento, suas práticas e discursos.

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21 de janeiro de 2017

Ernst H. Kantorowicz - Os Dois Corpos do Rei *

O rei não tem apenas um corpo. Além do corpo natural, essencialmente igual ao de qualquer pessoa, ele possui um corpo místico. Ernst Kantorowicz focaliza neste livro a doutrina dos "dois corpos do rei", amplamente aceita na Inglaterra absolutista do século XVI, e como derivou de conceitos adotados pelos teólogos da Idade Média para caracterizar a Igreja ou o próprio Cristo. Analisando com precisão uma quantidade gigantesca de manuscritos e documentos. O autor reconstitui a história dessa apropriação conceitual e proporciona ao leitor um ângulo privilegiado para observar o declínio da Idade Média e o surgimento do mundo moderno.

31 de julho de 2016

Livro - Werner Jaeger - Paidéia

Texto clássico sobre a formação da homem grego de seus valores éticos e sociais, indispensável para os estudantes de historia da educação e todos aqueles que desejam se aprofundar no tema da antiguidade.

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31 de março de 2016

Jörn RÜsen - Razão Histórica. Teoria da História I *

Jörn Rüsen investiga os fundamentos do conhecimento histórico-científico e a pretensão de racionalidade do pensamento histórico na ciência histórica. O que caracteriza o conhecimento científico sobre a história? Sobre o que se baseia? Que pode fazer a razão, e até que ponto chega, ao interpretar a experiência histórica? A perspectiva deste livro é a relação da ciência da história com a vida humana prática. Grandes temas são tratados de forma concisa e instigante: tarefa e função de uma teoria da história, os pressupostos existenciais da história como ciência, a especificidade de sua forma de pensar e os critérios de cientificidade do pensamento histórico. (pdf pesquisável)

6 de dezembro de 2015

Historia da vida privada 2 - Da Europa Feudal a Renascença - George Duby *

Tratando do período que se estende do ano mil até a Renascença, a obra traça em linguagem acessível um vívido painel de instituições e costumes de fundamental importância para a compreensão do surgimento do homem moderno. Recorrendo a documentos diversos, como cartas, memórias, obras literárias, contratos e à cultura material, os autores realizam um verdadeiro trabalho arqueológico em torno do ainda obscuro domínio da vida privada ao longo destes cinco séculos na Europa

27 de novembro de 2015

Mito, Emblemas, Sinais - Carlo Ginzburg *

Freud, Sherlock Holmes, o crítico de arte Morelli: partindo desses nomes, Carlo Ginzburg constrói o paradigma de um "saber indiciário", um método de conhecimento cuja força está na observação do pormenor revelador, mais do que na dedução. Nessa coletânea, Ginzburg aplica o método a temas aparentemente díspares: a história da cultura popular, a teoria e a história da arte, a psicanálise, a influência da ideologia nazista em alguns dos mestres da historiografia moderna.

17 de novembro de 2015

Vigiar e Punir - Michel Foucault *

Surveiller et Punir: Naissance de la prison
Um sistema penal deve ser concebido como um instrumento para gerir diferencialmente as ilegalidades, não para suprimi-las todas.
O castigo passou de uma arte das sensações insuportáveis a uma economia dos direitos suspensos.
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6 de novembro de 2015

Historia da Vida Privada - Do Imperio Romano ao Ano Mil - Georges Duby *

Extensa e detalhada análise do cotidiano ao longo da História universal. Uma obra enciclopédica que, por sua abrangência, seriedade e funcionalidade, tornou-se um best-seller tanto junto ao público leigo como ao especializado. Prefaciado pelo historiador francês Georges Duby, que dirige a coleção ao lado de Philippe Ariès, este primeiro volume cobre um período de cerca de oito séculos, do declínio do Império Romano à Alta Idade Média ocidental e à Bizâncio dos séculos X e XI.O livro reúne ensaios que examinam a vida cotidiana de cidadãos e escravos, senhores e servos sua sexualidade, o casamento, a família, as diversas formas de moradia, as atitudes religiosas e as práticas funerárias, compondo um quadro dos comportamentos individuais e sociais no período abordado.
(arquivo reupado)
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24 de outubro de 2015

Os Reis Taumaturgos : O caráter sobrenatural do poder régio França e Inglaterra - Marc Bloch *


Ao ser lançado, em 1924, Os reis taumaturgos abriu perspectivas novas para a história, sendo uma das primeiras obras do que hoje se conhece como a Escola dos Annales, o movimento historiográfico mais bem-sucedido de nosso século. O autor, Marc Bloch, um jovem professor em Estrasburgo - e que dali a vinte anos seria fuzilado pelos nazistas -, dispunha-se, em suas palavras, a fazer história com matéria até então tida por mera anedota. No caso, algo que se costumava relegar ao elenco das curiosidades ou superstições: a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis de França e Inglaterra tinham o poder miraculoso de curar, com seu toque, uma afecção da pele, as escrófulas. Do século XII até o XVIII, mas sobretudo no tempo de Luís XIV - isto é, em pleno século do racionalismo -, essa fé no "milagre do rei" tinha sido determinante na concepção da realeza. Assim, o que Bloch propõe é que, para estudar as monarquias medievais e do Antigo Regime, não bastam os tratados sobre o bom governo, nem as teorias do direito divino e do absolutismo, mas se deve considerar também aquilo que a modernidade desprezou como mera crença ou fábula. O historiador deve valer-se de outras ciências humanas, como a psicologia, para sair do jogo entre os objetos tradicionalmente ditos sérios, as instituições e teorias, introduzindo como fator estratégico as crenças, que afinal de contas são o que responde pelo sucesso dos poderes e doutrinas no plano da recepção, isto é, em política, no plano da obediência. Com Os reis taumaturgos nasce, então, a história das mentalidades, mas também um novo modo de pensar a história política: se um poder não depende só das razões que dá para se justificar, mas igualmente das dimensões mais obscuras, quase míticas, em que adquire obediência e apoio, o exame das crenças passadas constitui uma via privilegiada para compreender a realeza, nos tempos em que ela frequentava o sagrado.

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19 de outubro de 2015

Karl Mannheim - Ideologia e Utopia *

Na sua obra “Ideologia e Utopia”, Mannheim afirma que todo o pensamento (ou conhecimento) é socialmente determinado e que a missão da sociologia do conhecimento consiste em estabelecer as ligações entre os diferentes tipos de pensamento e a estrutura social. Para Mannheim, a mediação entre o conhecimento e a sociedade (o problema da mediação, magnificamente formulado por Jean-Paul Sartre em “Questões de Método” e aplicado com maestria nas suas análises das obras de Baudelaire, Jean Genet e Flaubert) não é o indivíduo ou o homem em geral, mas o grupo de homens empenhados em atividades sociais coletivas.
O livro esta em português.

10 de janeiro de 2015

O Grande Massacre de Gatos - Robert Darnton *

Por que, na década de 1730, aprendizes de uma gráfica em Paris julgaram e depois enforcaram todos os gatos da vizinhança que puderam capturar? Ou por que, na versão de Chapeuzinho Vermelho do século XVIII, o lobo mau come a menininha no final da história? O que o morador anônimo da cidade de Montpelier tinha em mente quando fez um dossiê exaustivo sobre todas as atividades dos habitantes de sua cidade natal? Em uma série de ensaios primorosamente redigidos, Darnton descerra as estranhas e maravilhosas visões de mundo das pessoas que povoavam as cidades, aldeias e campos da França durante o Iluminismo.
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25 de outubro de 2014

A Ciência atraves dos tempos - Attico Chassot *

 O livro ensina de forma interessante o que nossos ancestrais fizeram por nós e o que cientistas e pensadores ainda fazem, fazendo ao lado da história oficial entrelaçamentos dos diferentes contextos da história da ciência com a história da filosofia, das religiões, das magias, das artes e também com histórias daqueles de quem usualmente se diz não ter historia.
Inicialmente cita a contribuição de variados povos na antiguidade para o desenvolvimento da ciência, citando os Egípcios mesopotâmicos, fenícios e hebreus. Tornando notável como que a civilização egípcia foi o povo que mais resistiu ao tempo.
O livro faz com que pensemos que a ciência ajuda a aumentar o fosso entre países adiantados e países pobres, ao tempo que faz com que o leitor saiba mais sobre a questão dos valores cognitivos e éticos da ciência, diante da ampliação do poder humano de compreender e transformar a realidade.

11 de setembro de 2012

As primeiras civilizações - Jaime Pinsky *

As primeiras civilizações é uma obra enganadoramente fácil que, uma vez iniciada, se lê de uma vez só. O texto claro é fruto de cuidadosa elaboração e sua leveza esconde anos de pesquisa e docência do historiador Jaime Pinsky. No livro - que ultrapassou 50 mil exemplares vendidos - está narrado o fascinante processo civilizatório que conduz nossos ancestrais à conquista da fala, da agricultura, da escrita, à criação das cidades e dos impérios, à construção de templos e palácios, ao controle sobre os rios, à criação da civilização. Pitecantropídeos e Homo sapiens, coletores e agricultores, sociedades tribais e grandes impérios, egípcios, mesopotâmicos e hebreus são retratados nas páginas deste livro, cujo fascínio não decorre apenas dos temas tratados, mas da forma como são tratados: o passado não é algo encerrado, mas presente em cada um de nós, tanto como herdeiros do patrimônio cultural - do fogo ao monoteísmo ético - quanto por sermos personagens da mesma aventura humana já trilhada pelos que nos antecederam.

26 de julho de 2011

História da vida privada 3 - Da renascença ao século das luzes - George Duby *

Divido em três partes, o volume oferece um quadro abrangente, mas de enorme detalhamento e variedade, de um dos períodos cruciais na história do Ocidente: da Renascença ao chamado Século das Luzes. Nesta época marcada pela ampliação do poder estatal, são analisados o desmoronamento da sociabilidade comunitária, o avanço da alfabetização e da difusão dos livros, as formas de piedade solitária incentivadas pelo protestantismo e pela Contra-Reforma, enfim, os diversos fatores que contribuíram para dilatar a separação entre o público e o privado, consolidando a sensibilidade e o individualismo que caracterizaram a era moderna.
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4 de setembro de 2009

As Barbas do Imperador - Lília Moritz Schwarcz *


O livro de Lilia Moritz Schwarcz, intitulado As barbas do imperador: dom Pedro II, um monarca nos trópicos, busca fazer uma reconstrução da figura e do papel simbólico ocupado pelo imperador Pedro II durante esse momento fulcral da história brasileira que foi o século XIX.

Entre a herança colonial e o país moderno, o tempo do império foi aquele em que as contradições da passagem do estatuto de colônia ao de país soberano solidificaram-se em instituições que até hoje marcam a vida brasileira: o favor, o beletrismo, as dúbias fronteiras entre as esferas do público e do privado são algumas das heranças que nos legou o império.

Em busca desse tempo de passagens e contradições, Schwarcz focaliza a figura singular do imperador Pedro II, especialmente através do levantamento impressionante de documentação iconográfica. Focalizando uma vida particular e emblemática a partir de sua encenação pública, Schwarcz extravasa completamente o biografismo e avança para a construção de uma história cotidiana do império. Tomando como fio condutor os eventos lineares da biografia do imperador, a autora saudavelmente desrespeita a simples diacronia, ao propor cortes sincrônicos e aproximações temáticas - especialmente construídos pela análise do material iconográfico - capazes de iluminar, por muitos ângulos novos, tanto aquela vida em particular quanto o tempo em que ela se insere e do qual se revela emblema.

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23 de agosto de 2009

O Principe - Maquiavel

Livro online

O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã: descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado.
É este livro que sugere a famosa expressão os fins justificam os meios, significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão mesma não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico. Alguns cursos de administração de empresas fazem leituras aparentemente deturpadas de tal obra, afirmando que, se uma empresa for gerida considerando as metódicas análises do autor, essa conseguiria prosperar no mercado.