Em relação aos índios a dominação portuguesa foi uma série nunca interrompida de hesitações e contradições até o ministério do marquês de Pombal. Decretava-se hoje o cativeiro sem restrições, amanhã a liberdade absoluta, depois um meio termo entre os dois extremos. Promulgava-se, revogava-se, transigia-se, ao sabor das paixões e interesses em voga, e quando enfim se supunham as ideias assentadas por uma vez, recomeçava-se com novo ardor a teia interminável.
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15 de outubro de 2015
11 de outubro de 2015
François Dosse - A História em Migalhas *
Olhando não apenas para as macro-estruturas ou seguindo metodologias tradicionais, o objeto histórico se despedaça em historia do cotidiano, das minorias ou de grupos tradicionalmente invisíveis como crianças, mulheres, ou ainda objetos e coisas. A História esta em migalhas. Lembrando que para ler .epub no computador é interessante usar o Sumatra
28 de março de 2015
Historia dos Indios no Brasil - Arqueologia Amazônica - Manuela Carneiro *
História dos Índios no Brasil' é resultado dos trabalhos do Núcleo de História Indígena da USP e foi organizado por Manuela Carneiro da Cunha. A obra reúne 27 colaboradores, entre especialistas brasileiros e do exterior, que atuam em diferentes áreas de pesquisa, como antropologia, história, arqueologia e lingüística. A coletânea oferece ao grande público a oportunidade de ter acesso às principais questões ligadas à presença dos povos indígenas no Brasil, como, por exemplo, as novas teorias sobre a origem do homem americano. História dos Índios no Brasil dá grande importância à iconografia, trazendo documentos pouco conhecidos e inéditos, além de mapas ilustrativos e vinhetas alusivas à cultura material dos povos indígenas destacados nos estudos.
31 de janeiro de 2015
Direitos Humanos no Brasil : a longa trajetoria em busca da cidadania - Zilda Gricoli Iokoi *
É muito difícil referir-se a Direitos e desta reflexão obterem-se unidades de pensamento ou mesmo acordo entre os diagnósticos e as ausências. Assim como os diferentes campos do conhecimento, o Direito também segue múltiplas abordagens e ideologias, tornando sempre muito complicada a ação dos operadores do direito nas sociedades contemporâneas, quando o debate ideológico quase desapareceu tanto nas organizações da sociedade civil como da sociedade política
10 de setembro de 2014
A Bíblia Não Tinha Razão - Israel Finkelstein *
O Livro aborda de maneira clara as ultimas descobertas arqueológicas em sítios bíblicos, e procura criar uma imagem histórica da formação de Israel separando, na medida do possível, de sua origem mítica.
Na minha opinião, a tradução do titulo foi infeliz, pois passa uma ideia de refutação das escrituras, quando na verdade o autor faz uma analise das contradições entre o texto bíblico e as evidencias materiais ( ou de sua ausência como na analise do êxodo)
Uma obra muito bem escrita que aborda um tema complexo de maneira simples.
4 de janeiro de 2014
O Saber Histórico na sala de aula - Circe Bittencourt *
O livro O saber histórico na sala de aula apresenta análises e propostas de autores conceituados que pretendem contribuir para a necessária reflexão dos professores e pesquisadores sobre reformulação das políticas públicas de educação e da disciplina de História.
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31 de outubro de 2012
História da Ciência vol. 1 - Carlos Augusto de Proença Rosa
A Ciência é uma criação exclusiva do Homem. Nenhum outro animal alcançou, em seu respectivo processo evolutivo, o suficiente e o adequado desenvolvimento físico e mental capaz de proporcionar os necessários meios à criação científica. São exatamente as características específicas do Homem, ao distingui-lo dos demais animais, que explicam esse raciocínio criativo único. Sua capacidade especulativa, inventiva, imaginativa, de abstração e de memória, ou seja, seus atributos mentais, bem como suas características físicas especiais, adquiridas ao longo do processo evolutivo, são, efetivamente, os responsáveis pelas decisivas diferenças entre o Homem e as outras espécies animais. Produto, portanto, do raciocínio, observação, inteligência e espírito crítico, ou sej a, do pensamento científico, a Ciência só surgiria, na realidade, no período mais recente da História, uma vez que os antecessores do Homo Sapiens não eram ainda suficientemente evoluídos para habilitá-los a criar a Ciência, pois não dispunham de suficiente capacidade de comunicação oral, e dependiam exclusivamente da memória para suprir o desconhecimento da escrita.
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21 de agosto de 2012
O Demônio da Teoria - Antoine Compagnon
Mostra que a história dos historiadores não é mais uma, tampouco é única, mas se compõe de uma multiplicidade de histórias parciais, de cronologias heterogêneas e de relatos contraditórios. Ela não tem mais esse sentido único que as filosofias totalizantes da história lhe atribuíam desde Hegel. A história é uma construção, um relato que, como tal, põe em cena tanto o presente como o passado; seu texto faz parte da literatura. A objetividade ou a transcendência da história é uma miragem, pois o historiador está engajado nos discursos através dos quais ele constrói o objeto histórico. Sem consciência desse engajamento, a história é somente uma projeção ideológica: esta é a lição de Foucault, mas também a de Hayden White, a de Paul Veyne, a de Jacques Rancière e de tantos outros.
16 de junho de 2012
A Cidade Antiga - Numa-Denys Fustel de Coulanges
Em a Cidade Antiga, Fustel de Coulanges defende a tese que todo o traço de civilidade da sociedade ocidental provê, origináriamente, da religião, em especifico no culto aos antepassados. Em torno da crença de que a alma dos entes falecidos permanecia junto aos seus corpos, necessitando de cuidados solenes para que não padecessem de fome, o homem antigo cria uma série de ritos que buscavam preservar a amizade de tais espiritos junto a si. Incapazes de buscarem seu próprio “sustento”, os mortos incumbiam aqueles mais próximos a si, ou seja o primogênito varão, de mitigar-lhes a sede e a fome, derramando sobre o tumulo de seus pais o vinho e oferecendo-lhes o holocausto cerimonial.
Fonte: http://pt.shvoong.com/law-and-politics/law/399504-cidade-antiga/#ixzz1xxsYbg8j
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Fonte: http://pt.shvoong.com/law-and-politics/law/399504-cidade-antiga/#ixzz1xxsYbg8j
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4 de novembro de 2011
Ilhas de História - Marshall Sahlins *
A história é ordenada culturalmente de diferentes modos nas diversas sociedades, de acordo com os esquemas de significação das coisas. O contrário também é verdadeiro: esquemas culturais são ordenados historicamente porque, em maior ou menor grau, os significados são reavaliados quando realizados na prática. A síntese desses contrários desdobra-se nas ações criativas dos sujeitos históricos, ou seja, as pessoas envolvidas. Porque, por um lado, as pessoas organizam seus projetos e dão sentido aos objetos partindo das compreensões preexistentes da ordem cultural. Nesses termos, a cultura é historicamente reproduzida na ação.
24 de outubro de 2011
História cientifica, Historia contemporânea e História cotidiana - Norberto Luiz Guarinello
Este artigo discute alguns dos impasses da História contemporânea, identificando alguns de seus limites como disciplina científica e ressaltando sua especificidade frente às demais ciências humanas. A partir da perspectiva do tempo cotidiano, discute conceitos como tempo histórico, estrutura e ação.
17 de outubro de 2011
Uma breve historia de PI - Christian Q. Pinedo
A existência de uma relação constante entre a circunferencia de um cırculo e o seu diâmetro era conhecido por muitas das civilizacoes antigas. Tanto os Babilˆonios como os Egıpcios sabiam que esta razão era maior que três.Entre os números celebres, PI é o mais celebre de todos, este numero aparece na matemática elementar e em todas as questões de medidas relativas a cırculos, esferas, cones e cilindros, etc. Na realidade, como numero irracional, PI é expresso por uma dizima infinita não periódica, que nos dias de hoje com a ajuda dos computadores j´a ´e poss´ıvel determinar com centenas de milhões de casa decimais.
16 de março de 2011
A Escola dos Annales 1929 - 1989 A Revolução Francesa da Historiografia - Peter Burke
Primeira publicação que narra a história do movimento surgido na França, agrupado em torno da revista dos Annales. Ao dar estatuto de objeto de análise histórica a dimensões da vida privada, a Escola dos Annales abriu uma terceira via ao estudo da história, distanciando-se tanto da historiografia marxista quanto da história factual-biográfica. Peter Burke esclarece as coordenadas dessa refundação do método histórico analisando seus fundadores, Lucien Febvre e Marc Bloch, passando ainda por Fernand Braudel, Georges Duby, Jacques Le Goff e Le Roy Ladurie.
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1 de fevereiro de 2011
O Xadrez na Idade Média - Luiz Jean Lauand
A imaginação medieval soube encontrar no xadrez não só o fascínio pela engenhosidade das manobras e problemas (muitos deles autênti¬cos desafios para o enxadrista de hoje), mas também uma base para alegoricamente descrever e criticar a sociedade da época. O Xadrez na Idade Média apresenta ao leitor contemporâneo estudos introdutórios e textos, como o Libro del Acedrex de D. Alfonso o Sábio - o primeiro tratado clássico escrito no Ocidente -, que permitem uma melhor compreensão da sociedade medieval como também na história de al¬gumas das idéias fundamentais dos problemas de xadrez.
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28 de janeiro de 2011
Gulag - Anne Applebaum
O colapso da União Soviética trouxe à tona detalhes sobre um dos maiores crimes contra a humanidade cometidos no século XX. Coberto com um véu de segredo, o Gulag compreendia uma série de campos de concentração que atravessava o país. Suas localizações foram apagadas dos mapas oficiais, mas, ao lado do exílio forçado, eram um dos principais instrumentos do terrorismo de Estado do totalitarismo comunista. Neles, milhões de criminosos e, principalmente, prisioneiros políticos trabalharam como escravos, em condições sub-humanas, para ajudar a desenvolver e sustentar a cambaleante economia soviética da Revolução de 1917 até os anos 80. Com acesso privilegiado a documentos do antigo regime e relatos de sobreviventes, Anne Applebaum conta a história desse massacre, do ponto de vista de seus planejadores e de suas vítimas, escrevendo definitivamente o nome Gulag na galeria da infâmia mundial, ao lado de outros como Treblinka, Sobibor e Auschawitz.
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23 de janeiro de 2011
O ensino de métodos e técnicas de pesquisa nos cursos de Ciências Sociais - Heloísa Helena T. de Souza Martins
O uso da metodologia qualitativa teve maior expressão na sociologia, especialmente a norte-americana,até o final dos anos 30, com o predomínio dos estudos de caso e dos estudos de comunidade, comênfase nas pesquisas centradas na análise da mudança social e suas consequências para a vida dos indivíduosem sociedade. A ênfase na metodologia qualitativa, entretanto, não eliminava o recurso às técnicasquantitativas, muitas vezes tendo a estatística como disciplina auxiliar das análises qualitativas.
8 de novembro de 2010
O Ensino de História e a Criação do Fato - Jaime Pinsky *
Discute as formas de os historiadores "criarem" o fato histórico, de os livros didáticos reproduzirem essas "verdades" e de muitos professores apresentarem-nas como definitivas. Embora com posições teóricas diferentes, os autores (professores universitários e de ensino médio) colocam-se numa postura antipositivista e ressaltam a importância da historicidade e até do subjetivismo como ingredientes da interpretação do passado.
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10 de agosto de 2010
Na Terra de Oz - Os Debates Sobre A Pesquisa de Vida e Inteligência Extraterrestres (1959 - 1993) - Eduardo Dorneles Barcelos
A pesquisa contemporânea de SETI (exobiologia), desenvolvida entre 1959 e 1993, traz uma série de questões interessantes ao historiador: 1) a natureza epistemológica da exobiologia; 2)
sua dimensão histórica, como parte de um longo processo de trabalhos e especulações de astrônomos e biólogos; 3) seus constrangimentos filosóficos, ideológicos e religiosos; 4) suas diferentes correntes: pluralismo e singularismo. A ausência de um paradigma internacionalmente aceito para a exobiologia,
consequência natural da inexistência de um claro objeto de estudo, vem produzido polêmicas entre os especialistas e suas hipóteses. O foco deste trabalho consiste em analisar os debates correntes
na literatura exobiológica.
sua dimensão histórica, como parte de um longo processo de trabalhos e especulações de astrônomos e biólogos; 3) seus constrangimentos filosóficos, ideológicos e religiosos; 4) suas diferentes correntes: pluralismo e singularismo. A ausência de um paradigma internacionalmente aceito para a exobiologia,
consequência natural da inexistência de um claro objeto de estudo, vem produzido polêmicas entre os especialistas e suas hipóteses. O foco deste trabalho consiste em analisar os debates correntes
na literatura exobiológica.
Esse trabalho posteriormente se transformou em um livro chamado "Telegramas para Marte - A busca ciêntifica de vida e inteligência Extraterrestres"
27 de janeiro de 2010
A Partilha da África e a Resistência Africana - Jorge Euzébio Assumpção *
A África no século XIX foi vítima da cobiça dos países europeus, que em suas disputas imperialistas partilharam o território. Para conseguir colônias os países capitalistas não mediram esforços. Assim como não pouparam os povos nativos que resistiram à invasão, esses foram vítimas de verdadeiros massacres, quando da defesa de seus territórios, como foi o caso do movimento Mau-Mau. Na busca por novas colônias valia tudo, a exemplo do rei Belga, Leopoldo II. Que usou de todos os métodos, legais ou não, subornando pessoas e cometendo trapaças, para conquistar as terras do Congo e sacralizar seus objetivos - retirar toda a riqueza possível do solo africano. Para tanto os capitalistas cometeram todos os excessos, desde o trabalho compulsório até o extermínio físico. O imperialismo deixou como consequência a chacina e o aniquilamento dentre os diversos povos de origem africana.
Arquivo Reupado
27 de agosto de 2009
Dialética da Colonização - Alfredo Bosi *

Colonização, culto, cultura. Três palavras que se aparentam pela raiz verbal comum. Colonização diz o processo pelo qual o conquistador ocupa e explora novas terras e domina os seus naturais. Culto remete à memória dos deuses e dos antepassados que vencedores e vencidos celebram. Cultura é não só a herança de valores mas também o projeto de um convívio mais humano. A cada conceito responde uma dimensão temporal: o presente, o passado e o futuro. Em capítulos que vão de Anchieta à indústria cultural, Alfredo Bosi, o conceituado autor da clássica História concisa da literatura brasileira, persegue com sensibilidade as formas históricas que enlaçaram colonização, culto e cultura: Dialética da colonização é o resultado deste percurso sui generis na história do pensamento brasileiro.
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