12 de maio de 2010

Escola uspiana de História - Raquel Glezer -Vera Lúcia Amaral Ferlini

A análise da produção do Departamento de História, nesses sessenta anos, através das linhagens, revela a existência de uma escola de Historiadores uspianos, com alto grau de inbreeding. Essa endogenia, contudo, não deve ser considerada fator negativo, pois permitiu a consolidação de uma tradição de pesquisa histórica diferenciada.

A primeira geração
Consideramos primeira geração o conjunto de doutorados produzidos, grosso modo, entre 1951 e 1973, orientados pelos formadores e defendidos, ainda, no sistema do antigo regime da pós-graduação.
Entre 1951 e 1973, foram defendidas 83 teses de doutorado, nas seguintes matérias: História Antiga; História Medieval; História Moderna; História Contemporânea; História da América; História do Brasil Colônia; História do Brasil Império; História do Brasil República.
Do ponto de vista metodológico, a influência dos Annales persistiu.
A segunda geração
A produção historiografia de 2ª geração corresponde ao amplo conjunto de teses defendidas no sistema atual de pós-graduação, implantado na USP a partir de 1971, em dois Cursos: História Econômica e História Social. 
FFLCH USP


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11 de maio de 2010

O Que é Arte - Jorge Coli *


O autor procura definir sem limitar o conceito de arte. Mostra como a arte só ganha sentido quando consideramos a sociedade que a produz. Além disso aborda a relação entre arte e mercado, mostrado como a arte pode ser lucrativa para alguns segmentos da sociedade e como ela esta ligada as formas de poder e distinção social nas relações humanas.

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14 de abril de 2010

O Império Marítimo Português O - 1415-1825 - Charles R. Boxer

A expansão marítima de Portugal acontece durante cinco séculos, levando as caravelas portuguesas a alcançar lugares tão distantes e diversos como a Índia, a África, a China e o Brasil. As descobertas geográficas e as conquistas comerciais dos portugueses mudaram a história do mundo.

Em O império marítimo português, o historiador Charles Boxer procura explicar como Portugal manteve um império tão vasto durante tanto tempo, já que era um país pouco povoado, sem estrutura comercial bem organizada.

Para realizar essa tarefa, Boxer divide seu livro em duas partes. Na primeira, explica as "vicissitudes" do império, isto é, as contingências internacionais que envolveram a presença portuguesa em determinadas regiões durante certo período. Na segunda parte, Boxer examina as características e os principais pontos estratégicos da conquista portuguesa no ultramar: as instituições, as alianças interétnicas, os modos de organização navais, mercantis, políticos, culturais e religiosos.

O império marítimo português foi publicado pela primeira vez em 1969, quando Charles Boxer já completara quatro décadas de estudos sobre o ultramar europeu. O historiador aprendeu a falar japonês, holandês e português, e visitava os lugares sobre os quais escrevia. Seus artigos e livros sobre o Japão, o Atlântico Sul e as câmaras municipais de Salvador, Luanda, Goa e Macau transformaram-no no maior especialista do ultramar lusitano.
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4 de fevereiro de 2010

O Coração das Trevas - Joseph Conrad

O livro trada da viagem do Cap. Marlow pelas entranhas da África, no início do séc. XX, auge do colonialismo europeu. Ele busca encontrar o desaparecido Kurtz, comandante de um posto avançado de uma empresa exploradora de marfim.
Essa Viagem simboliza, entre muitas leituras possiveis- uma jornada de todos nos, em busca da nossa propria humanidade. Ao final, contudo, só fica ''o horror, o horror''.

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27 de janeiro de 2010

A Partilha da África e a Resistência Africana - Jorge Euzébio Assumpção *


A África no século XIX foi vítima da cobiça dos países europeus, que em suas disputas imperialistas partilharam o território. Para conseguir colônias os países capitalistas não mediram esforços. Assim como não pouparam os povos nativos que resistiram à invasão, esses foram vítimas de verdadeiros massacres, quando da defesa de seus territórios, como foi o caso do movimento Mau-Mau. Na busca por novas colônias valia tudo, a exemplo do rei Belga, Leopoldo II. Que usou de todos os métodos, legais ou não, subornando pessoas e cometendo trapaças, para conquistar as terras do Congo e sacralizar seus objetivos - retirar toda a riqueza possível do solo africano. Para tanto os capitalistas cometeram todos os excessos, desde o trabalho compulsório até o extermínio físico. O imperialismo deixou como consequência a chacina e o aniquilamento dentre os diversos povos de origem africana.
Arquivo Reupado

22 de janeiro de 2010

África na Sala de Aula: Visita à História Contemporânea - Leila Leite Hernandez


O livro "África na Sala de Aula: Visita à História Contemporânea" reúne aulas de história da África, ministradas entre 1998 e 2003, pela historiadora Leila Leite Hernandez, na PUC-SP. Durante esse período, a autora foi amadurecendo sua visão deste continente tão pouco conhecido e cuja história é complexa e envolve uma enorme diversidade de culturas e modos de ser.
Como observa o escritor angolano Mia Couto, que prefaciou a obra, o livro consegue ser fiel ao que ele chama de a tripla condição restritiva do continente africano: prisioneiro de um passado inventado por outros, amarrado a um presente imposto pelo exterior e, ainda, refém de metas que lhe foram construídas por instituições internacionais que comandam a economia.
"África na Sala de Aula: Visita à História Contemporânea" é, na verdade, a primeira pesquisa historiográfica e iconográfica realizada no Brasil que leva em consideração a história do continente africano como um todo. A obra é uma empreitada de fôlego, fruto de uma pesquisa de quase uma década sobre o assunto. A leitura do texto vai alargando e aprofundando nossa compreensão sobre a freqüente movimentação de caráter sócio-político do continente africano.

19 de janeiro de 2010

A Revolução dos Bichos - George Orwell


Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos ? expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História ? mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto. Mesmo profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell continua atual como uma critica feroz a todo tipo de autoritarismo.
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21 de novembro de 2009

D. Pedro II - José Murilo de Carvalho



D. Pedro II governou o Brasil por quase meio século, de 1840 até a proclamação da Republica, e em 1889. É uma figura contraditória, ao mesmo tempo majestatica e rebelde, que José Murilo de Carvalho descreve nessa biografia que vai muito além do retrato convencional do imperador imponente, com suas longas barbas brancas e seus penetrantes olhos azuis. Em sua postura politica procurou manter a moderação nas lutas de seu tempo, teve a guerra do Paraguai. Por outro lado vem a tona a figura de um homem tímido, oprimido pelo proprio poder, aás vezes inconformado com os sacrificios pessoais que lhe eram exigidos.
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