26 de janeiro de 2011

O diabo no imaginário cristão - Carlos Roberto F. Nogueira

De uma criatura sem face para uma aberração, geralmente descrita pelas visões de Santos ou pelos depoimentos de acusados de bruxaria, o demônio passou a ser retratado de forma semelhante ao que conhecemos hoje. Aspecto grotesco, asas de morcego e em várias obras, um rosto no lugar do ânus, que seus adoradores beijavam em cerimônias macabras – reiterando que estes eram depoimentos de supostos envolvidos com bruxaria sob intensa tortura. Não podemos esquecer que as representações de divindades pagãs contribuíram muito para a concepção atual do demônio, desde divindades antropozoomórficas de povos antigos como os babilônios até divindades de povos chamados pelo ocidente medieval de bárbaros.
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23 de janeiro de 2011

O ensino de métodos e técnicas de pesquisa nos cursos de Ciências Sociais - Heloísa Helena T. de Souza Martins

O uso da metodologia qualitativa teve maior expressão na sociologia, especialmente a norte-americana,até o final dos anos 30, com o predomínio dos estudos de caso e dos estudos de comunidade, comênfase nas pesquisas centradas na análise da mudança social e suas consequências para a vida dos indivíduosem sociedade. A ênfase na metodologia qualitativa, entretanto, não eliminava o recurso às técnicasquantitativas, muitas vezes tendo a estatística como disciplina auxiliar das análises qualitativas.

20 de janeiro de 2011

A Hipótese e a Experiência Científica em Educação Em Ciência : Contributos para uma reorientação Epistemológica - João Praia *

A prática científica pode ser vista como um processo composto de três fases: a criação,validação e incorporação de conhecimentos, que correspondem à geração de hipóteses, aos testes a que a hipótese(s) é sujeita e ao processo social de aceitação e registro do conhecimento científico (Hodson 1988). Contudo, parece importante fazer a distinção clara entre estas fases no trabalho científico em educação em ciência, pois pode ajudar os alunos a clarificar o propósito e o sentido da própria atividade reflexiva que estão a levar a cabo.

19 de janeiro de 2011

Como Fazer Uma Tese - Umberto Eco

Umberto Eco expõe o que se entende por tese. Como escolher o tema e organizar o tempo de trabalho, como conduzir uma investigação bibliográfica, como organizar o material selecionado e, finalmente, como dispor a redação do trabalho. E sugere que se aproveite a ocasião da tese para recuperar o sentido positivo e progressivo do estudo, entendido como aquisição de uma capacidade para identificar os problemas, encara-los com método e explora-los segundo certas técnicas de comunicação. Um livro sempre atual e indispensável.
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18 de janeiro de 2011

A Ciência e as Ciências - Gilles Gaston Granger

Gilles-Gaston Granger apresenta as principais linhas contemporâneas de pesquisa da Epistemologia e da Filosofia da Ciência. Destinado ao público não-especializado, o filósofo francês fala da diferença entre conhecimento científico e saber técnico, demonstra como a diversidade de métodos pode conviver com a unidade de perspectiva e dá uma versão não-relativista da evolução das verdades científicas. O resultado é uma obra capaz de deixar evidente a atualidade do programa do racionalismo moderno.
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13 de janeiro de 2011

Metodologia Para Analise de Estereótipos em filmes históricos - Johnni Langeri *

Vivemos em uma era de imagens. Saber interpretar signos visuais tornou-se mais que uma necessidade para os acadêmicos e profissionais do ensino, mas uma necessidade. E justamente, o cinema se tornou uma das ferramentas mais utilizadas pelos historiadores para efetuar seu trabalho tanto em sala de aula como em pesquisas. Mas antes de simplesmente manipular o filme como um apêndice ou um simples ilustração de suas aulas ou discussões, o pesquisador deve entender o filme dentro de alguns parâmetros teóricos, pensar o cinema como um conjunto de imagens – nivelando-o num primeiro momento com as HQs, a televisão e as artes plásticas como um todo.


10 de janeiro de 2011

Metodologia do trabalho científico - Eva Maria Lakatos

Este texto apresenta-se como introdução geral à metodologia do trabalho científico. Completa-se com outros, das mesmas autoras, sobre Metodologia Científica e Técnicas de Pesquisa. Seu propósito fundamental é evidenciar, com exemplos, a estrutura da comunicação científica, desde as atividades discentes até trabalhos de maior rigor metodológico. A pesquisa bibliográfica, primeiro passo na atividade científica, compreende procedimentos que acompanham o estudante em sua carreira universitária e profissional, como a redação de fichas, resumos, elaboração de seminários, análise de textos e atividades próprias do investigador, como apresentação de informes, comunicações científicas e monografias. Focaliza atividades complementares do mundo universitário - redação do curriculum vitae, preparação e apresentação de pesquisa, projetos e relatório final. Indica as formas corretas das referências bibliográficas e preocupa-se com os aspectos gráficos e materiais da redação de trabalhos científicos. O conteúdo, em síntese, é o seguinte - procedimentos didáticos; pesquisa bibliográfica; publicações científicas; projeto e relatório de pesquisas; trabalhos científicos e referências bibliográficas.(reupado)

4 de janeiro de 2011

Telegramas para Marte - Eduardo Dorneles Barcelos

O autor traça de forma breve história da busca de vida fora da Terra, abordando os pontos de vista pluralista e singularistas, o paradoxo Fermi e como a questão da busca de vida é tratada historicamente, principalmente a partir dos grandes avanços técnicos e científicos que ocorreram após a segunda guerra mundial como o radar que criou e impulsionou a radioastronomia que de certa forma esta associada ao surgimento do SETI, além de avanços no conhecimento da química orgânica. A astronáutica, através do envio de sondas e uso de telescópios espaciais possibilita a analise de corpos celestes de maneira muito mais detalhada, dando fôlego e abrindo novas perspectivas na busca de vida fora da Terra. Assim a discussão sobre esse tema deixa de ser meramente especulativa para ser inserido num campo de investigação consistente, ainda que muito novo.