21 de novembro de 2009

D. Pedro II - José Murilo de Carvalho



D. Pedro II governou o Brasil por quase meio século, de 1840 até a proclamação da Republica, e em 1889. É uma figura contraditória, ao mesmo tempo majestatica e rebelde, que José Murilo de Carvalho descreve nessa biografia que vai muito além do retrato convencional do imperador imponente, com suas longas barbas brancas e seus penetrantes olhos azuis. Em sua postura politica procurou manter a moderação nas lutas de seu tempo, teve a guerra do Paraguai. Por outro lado vem a tona a figura de um homem tímido, oprimido pelo proprio poder, aás vezes inconformado com os sacrificios pessoais que lhe eram exigidos.
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17 de outubro de 2009

Historia da Vida Privada no Brasil vol3 - Fernando A. Novais, Nicolau Sevcenko



A Coleção História da Vida Privada no Brasil chega ao século 20. Seu terceiro volume traz as novas praticas e hábitos de consumo surgidos em meio a amplas transformações tecnologicas ocorridas no final do século 19, o declinio do Império, a emancipação dos escravos, a chegada dos grandes contingentes de imigrantes vindos de todas as partes do mundo, o adensamento populacional nas cidades. A obra foi vencedora o Prêmio Jabuti de 1999 de melhor livro de Ciências Humanas.


16 de outubro de 2009

Inteligibilidade racional e historicidade - Michel Paty

Um dos principais objetivos da ciência é mostrar que "o mundo é inteligível pela razão humana". Esta busca de compreensão racional tem uma história estreitamente ligada à história das ciências, mas também à das técnicas e à da filosofia, assim como à criação científica. Analisamos as relações entre construção social e historicidade, enfatizando a relevância dos conteúdos do conhecimento, os quais não se deixam dissolver nas condições externas de sua constituição. Toda a riqueza da historicidade pode ser vista na maneira orgânica pela qual estes conteúdos são tecidos a partir de materiais do mundo empírico assimilados em construções racionais. A própria historicidade torna-se-nos inteligível e permite entender as ampliações da racionalidade que possibilitam as aberturas, as invenções e os progressos do conhecimento.

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12 de outubro de 2009

O Pensamento Selvagem - Claude Lévi-Strauss (novo link)



Este livro, segundo o seu próprio autor, pretende continuar o seu outro trabalho, "Totemismo hoje", que por sua vez é considerado uma introdução histórica e crítica a "O pensamento selvagem". Como os outros escritos de Lévi-Strauss, este é guiado por um método estruturalista, que consiste em que, após uma análise empírica detalhada dos fenômenos sociais, políticos, econômicos e culturais que são o objeto de investigação, seja construído com base nesses fatos pesquisados um modelo sistêmico, por meio do qual se retorna aos fatos para interpretá-los e esclarecê-los. Nesta obra, Claude Lévi-Strauss busca encontrar as características que distinguem as criações intelectuais dos povos considerados "primitivos" (denominação que ele critica) daquelas das culturas modernas. Às primeiras corresponde o pensamento selvagem, que se expressa por meio do mito, e à segunda corresponde o pensamento cultivado, que encontra a sua realização na ciência e na arte das sociedades modernas. Mas a análise de Lévi-Strauss, passando por numerosos exemplos retirados de etnografias, comparando-os e interpretando-os, procura mostrar também as possíveis semelhanças entre as culturas "primitivas", que ele denomina como sociedades "frias", e as culturas modernas, chamadas de sociedades "quentes". Segundo Lévi-Strauss, o mito de define como uma tentativa de explicação e compreensão da realidade natural e social por meio de um esquema, verdadeiro sistema de oposições e correlações binárias que, no pensamento selvagem, se expressa por meio de uma montagem de imagens registradas em uma narrativa. O mito é, portanto, uma manifestação de toda uma filosofia e concepção de mundo, "superestruturas" e ideologias, que é, por sua vez, reflexo de condições técnico-econômicas da vida coletiva, "infra-estrutura".




9 de outubro de 2009

Introdução a Pesquisa - Projetos e Relatorios Lori Alice Gressler


Destina-se ao pesquisador iniciante. Visa integrá-lo ao processo de produção do conhecimento científico, objetivando a organização sistemática do trabalho intelectual. Aborda a pesquisa qualitativa e a quantitativa, as quais se inter-relacionam ao longo do trabalho: nos fundamentos, na formulação de problemas e objetivos, na elaboração de instrumentos e nos procedimentos de coleta de dados. Apresenta, ainda, um capítulo sobre gênese da pesquisa qualitativa e os elementos básicos para a elaboração de projetos e relatórios de pesquisa, destacando a validade e a confiabilidade de instrumentos de mediação. Oferece também, tendo por base as normas da ABNT, exemplos de organização de referências. O trabalho é enriquecido pelo capítulo "Ciência e Linguagem", de autoria de Luiza Mello Vasconcelos.
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30 de setembro de 2009

A Revolução de Outubro: 80 anos - Sebastião do Rego Barros


A REVOLUÇÃO RUSSA constitui um dos principais marcos da história humana, cuja importância se deve não apenas a seus efeitos políticos e econômicos de alcance global, mas também à capacidade de cativar a imaginação das gerações que se seguiram. O ano de 1917 deu corpo a esperanças e anseios reprimidos pelos rígidos padrões implantados no final do século XIX e início do século XX. Mais ainda, deu nascimento a uma espécie de religião secularizada, com que todos, independentemente de filiações ideológicas, tiveram de lidar.

Frente a esse momento crucial de 80 anos atrás, tão exaustivamente estudado e analisado sob todos os ângulos e com tantos matizes, minha contribuição para as discussões deste Seminário patrocinado pela Universidade de São Paulo tem de pautar-se dentro dos limites em que deve atuar um diplomata profissional perante a História. A diplomacia é uma função política; comprometida, portanto, com a ação. O diplomata não privilegia a pura erudição histórica; o que busca no passado é orientação, informação e estímulo para agir.

Nietzsche, criticando o que julgava ser o espírito histórico hipertrofiado de sua época, afirmou: "Decerto que temos necessidade da história, mas temos necessidade dela de uma maneira diferente da que tem o ocioso requintado nos jardins do saber (…) temos necessidade da história para a vida e para a ação, não para nos afastarmos preguiçosamente da vida e da ação."

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28 de setembro de 2009

Revolução cientifica e as origens da ciência moderna - John Henry


Os mais importantes aspectos da revolução científica – entre os quais o método científico, o desenvolvimento matemático, a influência da religião e das tradições mágicas no estabelecimento da ciência moderna – são os temas abordados nesta obra.
Tendo como alvo o público leigo, John Henry – professor da Science Studies Unit da Universidade de Edimburgo – evita uma análise puramente técnica sobre os avanços da ciência, detendo-se na construção de um cenário mais complexo, onde teorias e experimentos são, em primeiro lugar, reflexos de um momento histórico.
O volume traz ainda uma vasta bibliografia sobre o tema e um glossário com os termos técnicos, sendo acessível a um amplo público de leitores.

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25 de setembro de 2009

Braudel e a " missão francesa" - Fernando Novais


Estudos Avançados — Qual a contribuição dos historiadores franceses e dos cientistas da França para a evolução da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP?

Fernando Novais — Foi decisiva a participação da chamada missão francesa no Brasil, que veio quando da fundação da USP. A palavra missão, que era oficial, é muito significativa. A primeira missão francesa que chegou ao Brasil foi a artística, com Dom João VI. A segunda, na Primeira República, tinha como objetivo instruir os oficiais do Exército. A terceira foi a dos docentes que vieram auxiliar na estruturação da USP e da Faculdade de Filosofia. A palavra missão, evidentemente, mostra que éramos vistos como uma terra de índios que deviam ser catequizados. Não há outra explicação.

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